Inocente nostalgia

Tudo parece ter sido melhor antes, o agora sempre parece péssimo e o amanhã é uma dúvida cheia de esperança. Aos 13, no auge da inocência, sonhamos com os 15 e aos 15 sonhamos com os 18, ansiando uma utópica liberdade. Digo utópica, porque nessa fase ainda não temos autonomia para fazer nada. Daí vem a fase dos 20, que é um pouco mais desesperadora, foi onde eu comecei a diminuir muitos dos meus sonhos e aproximá-los mais da realidade, talvez por ter ficado mais madura ou desacreditada, sei lá. Queremos tudo muito rápido e ao mesmo tempo, e para a maioria isso se resume em dinheiro, independência financeira e liberdade, mas o fato é que uma coisa depende da outra e tudo isso depende de equilíbrio. Equilibrar o que gastamos para sobreviver com o que é para viver, equilibrar o que fazemos por amor com o que é por obrigação, equilibrar a convivência com pessoas que amamos com as que suportamos, e por aí vai. Acho a fase dos 20 e poucos anos tão complexa que me sinto perdida, sem saber ao certo para onde estou indo e se estou no rumo certo. Afinal de contas, é nela que esperamos as maiores chances da nossa vida e por diversas vezes bate o desespero: "E agora? Já diminui tanto os meus sonhos. Já tirei tanta coisa do topo da lista. O que vai sobrar?"

Então, nos apegamos em todas as boas recordações, porque sobre o passado não há dúvidas.