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Inocente nostalgia

Tudo parece ter sido melhor antes, o agora sempre parece péssimo e o amanhã é uma dúvida cheia de esperança. Aos 13, no auge da inocência, sonhamos com os 15 e aos 15 sonhamos com os 18, ansiando uma utópica liberdade. Digo utópica, porque nessa fase ainda não temos autonomia para fazer nada. Daí vem a fase dos 20, que é um pouco mais desesperadora, foi onde eu comecei a diminuir muitos dos meus sonhos e aproximá-los mais da realidade, talvez por ter ficado mais madura ou desacreditada, sei lá. Queremos tudo muito rápido e ao mesmo tempo, e para a maioria isso se resume em dinheiro, independência financeira e liberdade, mas o fato é que uma coisa depende da outra e tudo isso depende de equilíbrio. Equilibrar o que gastamos para sobreviver com o que é para viver, equilibrar o que fazemos por amor com o que é por obrigação, equilibrar a convivência com pessoas que amamos com as que suportamos, e por aí vai. Acho a fase dos 20 e poucos anos tão complexa que me sinto perdida, sem saber ao certo para onde estou indo e se estou no rumo certo. Afinal de contas, é nela que esperamos as maiores chances da nossa vida e por diversas vezes bate o desespero: "E agora? Já diminui tanto os meus sonhos. Já tirei tanta coisa do topo da lista. O que vai sobrar?"

Então, nos apegamos em todas as boas recordações, porque sobre o passado não há dúvidas.



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Sobre tipos de amizades.

Aquelas que parecem, mas não são.
Aquelas que nunca foram próximas, mas consideramos e sempre lembramos.
Aquelas que não passam de boas risadas no bar, mas não deixam de ser ótimas.
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Por mais Ivo, por mais arte na música.

Sempre gostei de conhecer a origem e o significado das músicas que ouço. Hoje, ouvindo pela milésima vez o novo CD do Ivo Mozart, presto um pouco mais de atenção na música "Se Eu" e fiquei simplesmente encantada com cada verso. Confesso que estuprei o repeat. Mas, até então, achava que fosse apenas mais uma música romântica. Engano meu, a música foi uma homenagem para o pai dele (que já faleceu, seu anjo, como ele mesmo diz). O resultado? Me apaixonei ainda mais pela música e pelo Ivo. Sabendo disso, impossível não aflorar aquele meu ladinho sentimental pouco apresentado. Me lembrei de dois caras sensacionais que tive o prazer de ser neta (uma puta saudade!) e a música fez mais sentido.
Por fim, o recado que deixo é: já pararam pra pensar no quanto vocês valorizam artistas que criam com o único e exclusivo objetivo de ganhar dinheiro? Não que seja errado vender (isso também é super necessário), mas fica a reflexão. ~


"Ainda me lembro da temperatura
Da tua mão fria quando …

Se acaso quiseres, ela é dessas mulheres.

Ela é dessas que não gosta de flores nem de muito sentimentalismo. Ela é do tipo que valoriza mais o beijo na testa que o buquê de rosas, mais a parceria que o "eu te amo" vazio. Paranoica e desconfiada, costuma desconfiar das coisas boas e, talvez por isso, ainda não aprendeu a fazer um carinho sem antes receber. Já percorreu caminhos dolorosos, mas sempre levou tudo com otimismo e força de vontade, e por isso não se contenta com pouco. Ela faz o que dá na telha, bebe e fala alto no boteco, mas também adora curtir a fineza de apreciar um bom vinho com ela mesma. Flexível, calma e paciente, ela também perde os sentidos quando fica nervosa - talvez porque suporta as coisas por tempo demais. As pessoas costumam achar que ela é meio estranha e louca, porque não gosta de flores, não tem um cachorro e não gosta do frio. Mas ela sabe que julgamentos não a definem.
Se acaso quiseres, ela é dessas mulheres. ~